Blog destinado a registrar os resultados obtidos em pesquisas no campo da arte do Madonnaro e da Educação ao Patrimônio. O Madonnaro é uma técnica italiana de pintura sobre o pavimento, surgida no séc. XVI, que faz uso de materiais efêmeros como o giz, o carvão, o tijolo, etc. A Educação ao Patrimônio é um campo transversal de conhecimento (IPHAN, 2005) centrado no Patrimônio Cultural como fonte primária.
domingo, 18 de setembro de 2016
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
MADONNARO: suporte para discorrer sobre as contribuições entre a escola e o museu
Hoje tivemos a oportunidade de apresentar o Madonnaro como instrumento pedagógico. Fomos convidados a participar de nossa experiência com esta técnica italiana de pintura no chão para a turma de Ensino Artístico II, do Curso de Licenciatura em Belas Artes da UFRRJ (Seropédica-RJ), ministrada pelo professor Bruno Vieira. O Madonnaro nos serviu como suporte para discorrer sobre as contribuições mútuas entre a educação formal escolar e a Educação Museal. Tema este que abordamos para a conclusão da Especialização em Educação Museal (ISERJ/FAETEC/IBRAM).
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
UMA EXPERIÊNCIA MARCANTE
Estamos muito felizes... Não passamos à fase final do XVII Prêmio Arte na Escola Cidadã, promovido pelo Instituto Arte na Escola. Porém, foi uma experiência maravilhosa ter chegado à fase semifinal. Participamos com o projeto "O desenvolvimento sustentável a partir da prática artística do Madonnaro", desenvolvido com alunos do 6º ao 9º anos da Escola Padre Valerio Pierpaoli (Santa Mônica Centro Educacional), em Piranema - Seropédica (RJ). Foram cerca de 807 inscritos e 434 projetos selecionados. Destes, 276 chegaram à semifinal - dentre eles o nosso. A fase final tinha espaço para apenas 25 projetos. O que elevava muito o nível da 'disputa'. Fica a satisfação de ter realizado uma atividade em sala de aula que encontrou ressonância fora do espaço da escola. Acreditamos ter valorizado a nossa disciplina e feito jus a todo o esforço desprendido para a preparação do projeto. Quem sabe o texto enviado não se transforma em um artigo para publicação... Enfim, agradeço de coração a Deus a oportunidade de ter vivenciado esta experiência!!!!! Também deixo minha gratidão à direção da escola, à supervisão pelo apoio, aos professores-parceiros e aos alunos por terem participado do projeto.
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
MADONNARO EM PRETO E BRANCO
Nosso trabalho intitulado "Madonnaro: mediando saberes na escola a partir do Salão Preto e Branco" e selecionado para o VIII Congresso de Pesquisa e Extensão e da III Semana de Ciências Sociais da UEMG/Barbacena se encontra publicado nos anais do evento disponível em: http://www.uemg.br/openjournal/index.php/anaisbarbacena/article/view/1646/937. Acesso em> 18 de agosto de 2016.
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
O RESTO É ATUALIDADE!
O texto que segue é uma tradução livre de uma matéria de jornal (foto acima) publicada na página do Facebook do Museo dei Madonnari de Curtatone, na Itália (1). A matéria traz informações sobre a organização do Encontro Nacional de Madonnaro, realizado em 1973. Segue:
O concurso dos artistas
do giz entre tradição, arte e cultura popular – Cesare Spezia, do Museu dos
Madonnari, conta a história da manifestação nascida em agosto de 1973 por
iniciativa de Dino Villani. A primeira edição contou com dez participantes.
Cesare Spezia é o símbolo por
excelência dos madonnari das Graças. Ele
não é um madonnaro, mas foi o ponto
de referência para os artistas do giz desde sua chegada à pequena localidade
sobre as margens do rio Mincio, em início dos anos 1970. Foi, dentre outros, um
dos fundadores do Museu dos Madonnari
e do CIM (Centro Italiano Madonnari), onde ainda hoje trabalha. É uma viagem
fascinante no tempo aquela que se pode fazer através de suas histórias, as quais
contam dos artistas que fizeram de Grazie di Curtatone o centro por excelência
da pintura sobre estrada na Itália.
“O Encontro Nacional dos Madonnari,
Prêmio Gessetto d’Oro teve início em
15 de agosto de 1973 sobre a pracinha à frente do Santuário de Santa Maria das
Graças – explica Spezia. Se trata do primeiro concurso para pintores de estrada
jamais antes realizado. À primeira edição estiveram presentes dez pintores,
entre os quais eram alguns de mestiere,
definidos como ‘pintores de calçadas’; outros eram pintores naifs da
localidade. A obra pictórica devia ser de tema sacro, reconhecido pela tradição
cristã popular, e devia ser realizada
segundo os ditames da arte madonnara, ou seja, rigorosamente a giz, a seco,
diretamente sobre o calçamento de pedras da praça e no tempo reduzido até o
final da manhã. A ideia – continua – nasceu de alguns pesquisadores mantovanos
de tradições populares em via de extinção e foi inspirado por uma canção em
voga à época de título “La ballata del pittore”, de Nanni Svampa, que falava de
um pintor de estrada e das suas desventuras”.
Porque exatamente em Grazie di
Curtatone? Quem teve esta ideia? “A localidade por poder experimentar semelhante
manifestação foi sugerida por Dino Villani (pintor e idealizador de manifestações
populares, entre as quais “Miss Itália”) em Grazie, durante a Antiquíssima
Feira de 15 de Agosto (Assunção de Maria), uma festa já muito frequentada. O
projeto – disse spezia - foi elaborado por Gilberto Boschesi (então
vice-presidente do Órgão de Turismo de Mântua, pesquisador de tradições
populares e idealizador de iniciativas folclóricas) e de Maria Grazia
Fringuellini (Assessora de Imprensa do Órgão de Turismo) e proposto à
Prefeitura de Curtatone e à Pro loco, para impulsionar a Feira das Graças. A
iniciativa teve rápido sucesso, também pela presença no júri do conhecido
jornalista de TV Enzo Tortora e a mobilização de muitas manchetes jornalísticas
em nível nacional, trazendo uma atração de tanta originalidade. O encontro, com
o anexo concurso que premia o melhor artista, constitui de fato a primeira
disputa entre pintores de estrada que se tenha memória. E assim, dos dez
artistas da primeira edição, se chegou a duzentos participantes, e que agora o
número está em torno de cento e cinqüenta artistas. Foi durante a primeira
edição do concurso de Grazie que a Imprensa os denominou em definitivo de
“Madonnari”. Aos velhos artistas, no tempo, se aproximaram jovens freschi vindos da Academia, que trocaram
a simples iconografia da pintura popular por pinturas de notáveis dimensões e
de genial elaboração – conclui Spezia. A célebre obra “Juízo Final”, pintada na
ocasião da visita papal de 1991 e projetada pelo americano Kurt Wenner, traçou
um claro sulco entre a velha tradição e o novo. O resto é atualidade”.
1 - ANTICHISSIMA FIERA DELLE GRAZIE. Il concorso degli artisti del gessetto tra
tradizione, arte e cultura popolare. Disponível
em: <https://www.facebook.com/AntichissimaFieraDelleGrazie/photos/a.128696990606136.27469.120259808116521/766121346863694/?type=3&theater>. Acesso em: 16 de agosto de 2016.
terça-feira, 16 de agosto de 2016
MADONNARI EM VALENÇA
Turma 901
Turma 902
Turma 903
Madonnari produzidos pelos alunos do 9º ano do Instituto de Educação Dr. Luiz Pinto, em Valença (RJ). Os trabalhos forma realizados dentro do Projeto Recreio Cultural, onde durante o recreio, em apresentações quinzenais, as turmas realizam alguma atividade de natureza artística aos outros alunos e quem estiver na escola naquele horário. O projeto é interdisciplinar e está sob responsabilidade das disciplinas de Arte e Educação Física. Dessa maneira, ainda considerando o esporte como um instrumento para a promoção do respeito, este um tema geral da escola para o ano de 2016, propusemos aos alunos desenhos de natureza 'olímpica'.
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